quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Ilha no Equador é paraíso para baleias jubarte


Baleia jubarte exibe sua cauda; ilha da Prata faz parte do parque nacional Machalilla


As águas quentes da ilha da Prata, na costa do Equador, se transformam entre junho e setembro em um paraíso que atrai centenas de baleias jubarte que chegam da Antártida.
Estima-se que mais de 2 mil mamíferos cetáceos deixam esse gélido habitat para seguir mais de 16 mil quilômetros até as águas equatoriais no oceano Pacífico, margeando a América do Sul por Peru e Colômbia e passando pela Costa Rica até chegar ao México.
Muitas delas ficam no mar do Equador, na costa da província de Manabí, onde encontram condições propícias para se alimentar, acasalar e reproduzir.
Em determinados momentos do dia, as jubartes protagonizam um espetáculo sem igual, com saltos acrobáticos com seus corpos de até 15 metros de comprimento e 30 toneladas de peso.A confluência na linha equatorial das correntes fria de Humboldt e quente do El Niño transformam essa zona marinha em uma banheira morna, ideal para os grandes cetáceos. Sua presença foi aproveitada pelo homem e o mercado turístico, que viu um bom negócio nas danças e saltos espetaculares destes animais.Elas costumam aparecer muito perto da ilha da Prata, situada a 40 quilômetros ao oeste de Puerto López e cujas características são muito parecidas às de Galápagos, afastadas quase mil quilômetros no oceano.
Em Puerto López são oferecidos dois pacotes turísticos: um para ver as baleias no mar e outro que inclui uma visita à ilha da Prata. O primeiro passeio custa cerca de US$ 20 e dura quatro horas, e o segundo custa US$ 40 e leva o dobro do tempo.
Milaidy é uma jovem guia que oferece os tours a centenas de turistas que visitam o dique de Puerto López, onde dezenas de barraquinhas oferecem comidas típicas como frutos do mar e bebidas feitas com frutas exóticas.
Os estrangeiros preferem o trajeto até a ilha da Prata, onde conseguem se aproximar de Galápagos, carro-chefe do turismo equatoriano. Milhares de aves vivem nesta ilha, como atobás de patas azuis, gaivotas, alcatrazes e albatrozes.
A ilha faz parte do parque nacional Machalilla e é protegida pelo Estado. Ninguém mora no local, embora possua um posto para abrigar os guardas do Ministério do Turismo, que zelam pela conservação.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Fraiburgo (SC) reúne história e tradição como a Terra da Maçã


Fraiburgo é a Terra da Maçã

Localizada no meio oeste catarinense, a Fraiburgo de hoje é uma cidade simples, simpática e orgulhosa de seu passado e da cultura europeia representada na arquitetura das residências e estabelecimentos comerciais, na língua falada entre as famílias e na peculiar gastronomia.
Colonizada há exatos 50 anos pela família Frey, provinda da Alsácia, região que antigamente pertencia à Alemanha e hoje é território francês, a cidade já foi conhecida pela exploração da madeira e suas serralherias. Hoje o que conduz o turismo e a economia é a maçã, fruta que melhor se adaptou às condições climáticas do local.
Arnoldo e Renè Frey foram os responsáveis pelo nascimento da Terra da Maçã. Até hoje é possível desfrutar dos legados que os irmãos empreendedores deixaram. Três dos oito hotéis da cidade são da família Frey, além de outros estabelecimentos. Renar, Biz e Fraiburgo são hotéis que acomodam diversos públicos. O último tem, inclusive, o nome abrasileirado que a cidade recebeu do sobrenome Frey da tradicional família.
Segundo a assistente de Marketing, Karoline Brandt, Renar é uma junção de Renè e Arnoldo e é também o hotel mais antigo da cidade. "Quando a produção de maçã aumentou, apareceram muitos investidores, que pediam para se hospedar na casa dos irmãos Frey. Foi então que eles tiveram a ideia de abrir este hotel, inicialmente com 39 apartamentos".
Hoje o Renar é um hotel com 58 acomodações que mantém os móveis dos Frey em dois de seus quartos mais luxuosos. O estabelecimento propõe um toque de modernidade sem perder o tom rústico que a cidade pede (Veja aqui o In Loco do Hotel Renar).
O Renar é, resumidamente, um hotel voltado para o hóspede de lazer e negócios. Karoline afirma que, apesar das temperaturas extremas da região, a ocupação é garantida o ano inteiro. "Temos atividades de verão, quando as temperaturas passam dos 30º, e também temos muitos atrativos durante o inverno, que chega até 5º negativos".
Flertando com outros mercados
Com o mercado da maçã em alta, a administração do Renar se viu na necessidade de ter um outro estabelecimento para atender à demanda do turismo de negócios. Então foi feito o hotel Biz, extensão do Renar, com 61 apartamentos, porém voltado para o hóspede executivo. E para os turistas que procuram lazer, o hotel Fraiburgo, também propriedade da família, possui 88 acomodações de categoria econômica.
Atrelada aos hotéis está a Casa do Turista, que integra um parque de 380 hectares, onde, além da plantação comum de maçã, há uma plantação especial para os turistas poderem plantar ou colher, de acordo com a época, e entender como se dá todo o processo até que elas sejam comercializadas.
Quem quiser se aventurar pode fazer o passeio, de cerca de uma hora e meia, que custa em média R$ 15, e escolher entre ir de ônibus ou se aventurar em uma espécie de rally conduzido pelo caricato Duolsan Constantino e guiado pela simpática Marília Hildebrando. Ela afirma que são colhidas de 36 a 40 mil toneladas de maçã por safra. Os números são inacreditáveis!
No mais, o visitante pode conhecer as grutas, museus, o artesanato, a gastronomia e os parques aquáticos. Em todos os estabelecimentos é possível encontrar um fraiburguense com a história da cidade na ponta da língua e muitas outras peculiaridades para contar.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Com águas quentes, toboáguas e praias artificiais, região de Caldas Novas e Rio Quente é destino perfeito em qualquer época




Foi a corrida pelo ouro na então Província de Goyaz do século 18 que levou o bandeirante Bartolomeu Bueno Filho a descobrir as primeiras fontes borbulhando no leito rochoso do rio Quente. Perto dali, novas e numerosas fontes seriam localizadas, ganhando o nome de Caldas Novas, para se diferenciarem das primeiras encontradas. Mas apesar da natureza ímpar, o cobiçado metal não foi encontrado em grande quantidade, obrigando o filho do também bandeirante Anhanguera a continuar sua busca em outros cantos da província, como os arraiais mineradores de Meia Ponte (Pirenópolis) e Sant'Anna (Cidade de Goiás).

O que seria difícil imaginar naquela época, auge do ciclo do ouro, era o potencial de riqueza que brotava com águas a 37,5ºC. Avançando no tempo, o médico Dr.Ciro Palmerston percebeu e apostou na oportunidade, dando o pontapé inicial que transformaria toda a região, com a inauguração da pioneira Pousada do Rio Quente (1964), no mesmo local das primeiras nascentes encontradas.

Inicialmente, uma estrutura feita em madeira com somente vinte quartos garantia a hospedagem. Seu diferencial, porém, era tão precioso quanto o mais nobre dos metais: piscinas naturais de águas cristalinas, abastecidas por 18 fumegantes vertentes. O suficiente para atrair fiéis legiões de hóspedes em busca de suas propriedades medicinais e terapêuticas.
E o empreendimento do Dr. Ciro não parou mais de crescer. Hoje, o complexo conhecido como Rio Quente Resorts conta com seis hotéis, que juntos somam 1119 quartos, dois parques aquáticos (o Parque das Fontes e o Hot Park), seis toboáguas, 19 piscinas, e a Praia do Cerrado (com direito a areias e ondas de até 1,20 m). É o maior e mais visitado da região, com mais de um milhão de hóspedes por ano, batendo recordes de grandes resorts brasileiros à beira mar.

O motivo de tanto sucesso deve-se a um capricho da natureza. A proximidade do curso dos lençóis freáticos com as camadas internas da terra aquece e pressuriza a água, que retorna à superfície formando o conjunto de fontes termais de maior vazão em todo o mundo. São aproximadamente 6.228.000 litros por hora, o que faz com que a cada dia quase 150 milhões de litros de água quente renovem por várias vezes o conteúdo de todas as piscinas do complexo.

Acompanhando essa ebulição de prosperidade, Caldas Novas, distante 27 km do município vizinho, recebe o turista com ótima infra-estrutura. Bons restaurantes, numerosos parques aquáticos e até um shopping equipam a cidade que ferve de visitantes o ano inteiro. Quase todos os hotéis têm sua própria piscina, escorregador e toboágua abastecidos pelas cálidas nascentes, alguns com parques termais abertos ao público em geral.

E é dentro deles que se passa a maior parte do dia. Bebês, juventude e terceira idade convivem em harmonia nas águas que brotam do solo e espalham um vapor gostoso e contínuo. Os benefícios são numerosos e comprovados: sob imersão, há relaxamento dos ossos, juntas e nervos, diminuindo tensões e estresse. A água ingerida na fonte tem compostos minerais que agem sobre o aparelho digestivo, sendo indicada em tratamentos reumáticos, alérgicos, afecções de pele, artrites, nefrites e nevralgias.

Nesse ambiente, tudo é valido para entrar em forma. Pensando assim, há quem acorde cedinho para participar da programação dos monitores, alternando aulas de hidroginástica com caminhadas, mergulhos, academia e duchas de todos os tipos e temperaturas. Por outro lado, fica fácil cair na tentação dos fartos bufês dos restaurantes, pois nas termas, o apetite aumenta a todo o vapor.

Depois de um bom tempo de pele enrugada, um programa bem bacana é visitar o Parque Estadual da Serra de Caldas Novas, criado em 1970 para proteger os valiosos mananciais que abriga. Pertinho do centro da cidade, trilhas sinalizadas levam a duas cachoeiras (geladas!), com direito a muita fauna e flora. Tucanos, pica-paus, e o majestoso urubu-rei estão entre as espécies que podem ser avistadas. Entre os arbustos pequenos e retorcidos do cerrado, perambulam siriemas, tatus e até o lobo-guará. Do mirante, na parte mais alta, há uma bela vista da cidade e seus parques termais.

Para visitá-los, qualquer época do ano é boa. O maior polo hoteleiro de Goiás tem 23ºC de temperatura média anual, com duas estações bem marcadas: uma chuvosa com temperaturas mais elevadas (de outubro até meados de abril) e outra seca, com temperaturas mais amenas (de maio a setembro). Para aproveitar, não tem hora. Alguns hotéis deixam as piscinas abertas a noite inteira, com direito ao céu estrelado do Centro-Oeste.

Cartilha orienta sobre riscos de viagem ligados a saúde.


Quem acabou de submeter-se a uma cirurgia pode fazer uma viagem de avião? E o paciente que teve um infarto recente? O Conselho Federal de Medicina (CFM) relançou ontem uma cartilha que responde a essas e a mais uma série de perguntas de pacientes. O documento, destinado também a médicos e tripulantes, foi preparado em parceria com a Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e estará disponível no site do CFM (www.portaldomedico.org.br).
Médicos, empresas de aviação e escolas de medicina também receberão o manual. O documento foi lançado durante encontro feito pelo CFM para discutir a Medicina Aeroespacial. Uma das falhas apontadas pelos profissionais é a falta de dados estatísticos confiáveis sobre emergências médicas realizadas em voo.
Aos pacientes com pneumonia e tuberculose, por exemplo, o documento desaconselha a viagem de avião, pois o voo pode aumentar o risco de agravamento dos sintomas. Pessoas com problemas cardiovasculares também têm de ficar atentas. Dependendo da doença, há uma recomendação a ser seguida. Quem teve infarto tem de aguardar entre duas e seis semanas para embarcar em um avião. Quanto mais grave o infarto maior é o período de restrição às viagens.
Já pessoas com marcapassos podem embarcar sem nenhuma restrição. O documento traz ainda recomendações para gestantes, pessoas que tiveram um acidente vascular cerebral, pacientes com traumatismo, crianças e aqueles com transtornos psiquiátricos. 

Cresce o número de brasileiros que pretende viajar



O percentual de brasileiros que pretende viajar até janeiro de 2012 cresceu, em julho, 37,6%, em relação ao mesmo mês do ano passado.
O destino preferido é o Nordeste, com 49,5% das indicações, e o meio de transporte mais citado é o avião, com 61%.
Os dados constam da Sondagem do Consumidor – Intenção de Viagem, levantamento realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) a pedido do Ministério do Turismo.
O percentual de entrevistados que pretende viajar nos próximos seis meses subiu de 25%, em 2010, para 34,4%, em julho deste ano.
O desejo da maioria dos entrevistados, 66,2%, é passear por destinos nacionais, ficando os estados do Nordeste, em primeiro lugar, e os do Sudeste, em segundo.
Subiu também, de 50,8% para 62,1%, o número de pessoas que pretende se hospedar em hotéis e pousadas. O restante ficará em casa de parentes e amigos.

Como acionar o Procon em caso de problemas em viagens?


No turismo, muitas pessoas se sentem lesadas seja por uma mala extraviada ou por comprar um serviço e receber outro. “Os consumidores hoje têm alto nível de exigência e são bem informados”, diz Marcio Marcucci, da Diretoria de Fiscalização do Procon/SP.
Mas, qual deve ser o procedimento para acionar o PROCON? “Temos vários canais à disposição do consumidor, como nos postos do Poupatempo, cartas ou e mail”, conta Marcucci.
Inicialmente o consumidor deve entrar em contato com o PROCON que envia uma carta de informação preliminar, que nada mais é que uma queixa por escrito, para a agência ou operadora. Após 30 dias, se não houver uma resposta, a carta é convertida em reclamação e na sequência marcada uma audiência de conciliação, no qual o órgão é o mediador. “O objetivo é conseguir um acordo neste estágio, para evitar que o processo chegue ao judiciário”, diz.
Marcucci, em mesa de debate junto com Manuel Nogueira, Diretor Administrativo da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo/BRAZTOA e Mario Gasparini, Diretor da Interface Seguros/IFASEG, ressaltou a importância de parcerias com associações e entidades para promover iniciativas com foco na operação responsável e, assim, prevenir ocorrências de reclamações para agilizar os processos.

Serra Capixaba

Paraíso dos campistas e dos apaixonados por mountain bike, 


as cidades serranas do Espírito Santo não encantam só pelas 


trilhas inusitadas e rotas perfeitas para esportes radicais. O 


desenho das nuvens formado nas montanhas verdes, o céu 


pintado de estrelas à noite e casas que parecem transportadas 


de algum cenário polonês, criam o ambiente ideal para todo o 


tipo de romance. Aos apaixonados, a serra do Espirito Santo é um presente.